segunda-feira, 12 de julho de 2010

História de Vida




Por Steve Jobs, o criador da Apple, na Stanford

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim:
“Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para “preparar para morrer”.

Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.

Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida.

Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi à mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo.

E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês.

Continuem com fome. Continuem bobos.

Comentário: Após a leitura deste texto, que ensinamentos você pode tirar para sua carreira?

As pessoas são presentes.

Você é um presente especial e único.
Alguns vêm num embrulho bonito, como presente de Natal, Páscoa ou aniversário; são atraentes e conquistam a gente logo de cara... "Como é bela esta embalagem! " Porém... a embalagem não é o presente ... É fácil cometer este erro.

Outras pessoas vêm em embalagens bem simples e comuns.
Quase não chamam a atenção... Porém... a embalagem não é o presente
... É muito fácil cometer este erro!

Existem as embalagens que se amassaram no correio... podem chegar defeituosas.
Mas a embalagem, realmente, não é o presente!

Algumas pessoas são pacotes que vem em embalagens fáceis de abrir. Outra é bem difícil chegar ao presente de tanto papel, papelão, caixa e durex!!!
Porém, a embalagem não é o presente...

Tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente. Às vezes, para abrir um presente, é preciso a ajuda de outras pessoas.

Há presentes que parecem se recusar a serem abertos... Será que a razão é o medo? Será que dói? Talvez tenham sido desembrulhadas antes e o presente acabou sendo jogado fora...?
Quem sabe este presente não era para mim...?

Você já deu uma olhada por dentro da sua embalagem? Será que você já deu uma olhada por dentro da sua embalagem? Será que aceita e gosta do presente que é...?

Talvez tenha medo de se desapontar. Talvez não confie em seu próprio conteúdo. Pode ser que dentro da embalagem haja algo diferente do que você mesmo pensa.

Talvez não tenha compreendido o maravilhoso presente que é, ou que possa vir a ser... afinal você é um presente que ainda não está pronto ... que pode ser ainda mais bonito e atraente do que já é ...

Mas... tem que tomar cuidado para não ser apenas uma embalagem... Muito bem empacotado, mas com quase nada dentro.

Você é um presente especial e único que o Pai preparou para o mundo.

Será que os outros têm que ficar contentes só com a sua embalagem? Nunca chegarão a descobrir que o presente está mesmo por dentro?

Para isso existe o encontro... Ele é uma troca de presentes... Seu presente é você; o meu sou eu... Somos um presente para os outros...

Quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade... deixamos de ser meras embalagens e passamos a ser realmente presentes.

Extraído dos Exercícios Espirituais para Jovens Inquietos: Onde está teu coração?