Lulla morreu, Deus e o Diabo brigam porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, pedem a mediadores uma solução, que decidem por uma proposta que se alterne um mês no céu e outro no inferno.
No 1° mês, Lulla fica no céu.
Deus não sabe o que fazer, quase fica louco.
O metalúrgico bagunça tudo. Atrapalha todos os elementos das orações e da liturgia. Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos, tenta formar uma coligação de maioria absoluta na base da compra de votos.
Suborna os arcanjos e os querubins.
Transfere um km quadrado do céu para o inferno.
Nomeia anjos provisórios aos milhares. Intervém nas comunicações aos Santos.
Troca as placas das portas de São Pedro.
Envia um projeto de lei aos apóstolos para reformar os Dez Mandamentos e anistiar Lúcifer.
Funda o PTC, o "Partido dos Trabalhadores Celestiais", com estrela azul clarinho. O céu vira um caos.
As pessoas não o suportam mais e promovem piquetes e invasões. Deus não vê a hora de chegar o fim do mês para mandá-lo para o inferno..
Quando Lulla, finalmente, se vai, Deus respira aliviado. Mas lá pelo dia 20, começa a sofrer novamente, pensando que dentro de 10 dias terá que voltar a vê-lo.
No primeiro dia do mês seguinte nada acontece e Lula não volta do Inferno.
No 5° dia, ainda sem notícias, Deus estava feliz, mas logo começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, Lula poderia querer passar dois meses seguidos no Paraíso...
Desesperado com a mera possibilidade, Deus decide ligar para o inferno para perguntar ao diabo o que estava acontecendo.
Ring...ring...ring...!!!
Atende um diabinho e Deus pergunta:
"Por favor, posso falar com o Demônio?"
"Qual dos dois?", - responde o empregado –
"O vermelho com chifres ou o filho da puta sem dedo?"
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Lulla nem faz idéia de quem foi JK!
O presidente Juscelino Kubitschek foi o que o brasileiro gostaria de ser. O presidente Lula é o que a maioria dos brasileiros é. Incapaz de folhear biografias, sem paciência nem disposição para estudar a História do Brasil, Lula não faz ideia de quem foi o antecessor. Mas gosta de comparar-se a JK. Primeiro, apresentou-o como exemplo a seguir. Não demorou a descobrir-se, como reiterou no fim de semana, bem superior ao modelo (e infinitamente melhor que todos os outros).
Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.
O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer.
O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.
O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.
Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois, e sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo.
Nos anos 50, o governo e a oposição eram conduzidos pelos melhores e mais brilhantes. O povo que sabia sonhar sabia também escolher melhor. Mereceu um presidente como JK. No Brasil de Lula, mandam os medíocres.
O grande rebanho dos conformados tem o pastor que merece.
Você também é culpado!.
Direto ao Ponto.
Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.
O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer.
O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.
O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.
Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois, e sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo.
Nos anos 50, o governo e a oposição eram conduzidos pelos melhores e mais brilhantes. O povo que sabia sonhar sabia também escolher melhor. Mereceu um presidente como JK. No Brasil de Lula, mandam os medíocres.
O grande rebanho dos conformados tem o pastor que merece.
Você também é culpado!.
Direto ao Ponto.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
TOLERÂNCIA ZERO! - A ÚNICA SOLUÇÃO
Todos nós nos revoltamos e não concordamos com as coisas erradas que existem e acontecem no país. O que a gente não tem consciência é de quanto somos peças importantes na solução desses problemas. Abaixo, segue uma seqüência de problemas e soluções que você pode praticar.
É fácil resolver a situação de violência no Brasil e só depende de nós, cidadãos brasileiros. A chave para a solução dos problemas atuais é a mesma que o prefeito de Nova Iorque usou há uma década: TOLERÂNCIA ZERO. Veja os 11 mandamentos:
1. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!
2. Você acha um absurdo o roubo de carga, inclusive com assassinato dos motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!
3. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias é de produtos roubados, falsificados ou sonegados.
4. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO consuma drogas!
5. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: denuncie à Receita Federal aquele vizinho que enriquece repentinamente. Não o admire, repudie-o.
6. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada.
7. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: jogue o LIXO no LIXO.
8. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, ainda que não assista o evento.
9. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento
10. Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos Estados Unidos da América?
Solução: Prestigie a indústria brasileira, dentro do que lhe seja possível.
11. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
Solução: Nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.
Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo. Precisamos mudar nosso comportamento para que possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer: EU SOU BRASILEIRO! Ficando parado, você não contribui com nada, portanto não pode reclamar.
Pratique os pontos com os quais você concordou, divulgue esta mensagem para seu mailing-list e você estará contribuindo para um Brasil melhor.
"Isso de querer ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além." (Paulo Leminski).
É fácil resolver a situação de violência no Brasil e só depende de nós, cidadãos brasileiros. A chave para a solução dos problemas atuais é a mesma que o prefeito de Nova Iorque usou há uma década: TOLERÂNCIA ZERO. Veja os 11 mandamentos:
1. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!
2. Você acha um absurdo o roubo de carga, inclusive com assassinato dos motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!
3. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias é de produtos roubados, falsificados ou sonegados.
4. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO consuma drogas!
5. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: denuncie à Receita Federal aquele vizinho que enriquece repentinamente. Não o admire, repudie-o.
6. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada.
7. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: jogue o LIXO no LIXO.
8. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, ainda que não assista o evento.
9. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento
10. Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos Estados Unidos da América?
Solução: Prestigie a indústria brasileira, dentro do que lhe seja possível.
11. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
Solução: Nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.
Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo. Precisamos mudar nosso comportamento para que possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer: EU SOU BRASILEIRO! Ficando parado, você não contribui com nada, portanto não pode reclamar.
Pratique os pontos com os quais você concordou, divulgue esta mensagem para seu mailing-list e você estará contribuindo para um Brasil melhor.
"Isso de querer ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além." (Paulo Leminski).
UMA COISA É UMA COISA...OUTRA COISA É OUTRA COISA!
Passado o OBA-OBA das ações policiais exaustivamente exploradas pela imprensa amestrada, e cessados os ruídos maiores das “operações militares” que envolveram as forças armadas, é necessário fazer uma reflexão sobre muita coisa ocorrida porque, afinal de contas, nem sempre, no fundo, as coisas são como se apresentam na superfície.
Uma coisa é a versão das autoridades, divulgadas pela imprensa, de que o motivo da baderna instituída na cidade do Rio de Janeiro foi a instalação das tais UPP nos morros. Na verdade, o que consta sobre o assunto é que a manifestação de desagrado dos bandidos se deu em face do rompimento de um acordo sobre o pagamento de propinas.
Uma coisa é a informação das autoridades de que o crime organizado está sob controle e outra, bem diferente, foi a demonstração de força dada pelos bandidos em toda a cidade.
Uma coisa foi a divulgação, pelo Sérgio Cabral, de que a intervenção das forças federais atendeu a uma solicitação do governo do estado. Outra, foi a intervenção direta do Lula no problema por não suportar mais uma situação que, inclusive, já estaria prejudicando a imagem do Brasil no exterior.
Uma coisa foi a tal Diretriz expedida pelo ministro general Jobim sobre o emprego das forças armadas. Outra coisa foi a reunião de Lula diretamente com os comandantes companheiros e as ordens para que providenciassem, com urgência, o emprego de suas forças.
Uma coisa foi a aceitação, pelos comandantes militares, da quebra do princípio de emprego das forças armadas em situações de conflitos de natureza interna sob o argumento de manutenção da lei e da ordem. Outra coisa foi a aceitação e o cumprimento pressuroso das ordens diretas do PR no momento em que um novo governo está sendo montado e serão definidos os companheiros comandantes das forças singulares.
Uma coisa foi o emprego de helicópteros militares de várias procedências para localizar e fustigar a bandidagem espalhada por todos os cantos dos morros. Pirotecnia a toda prova. Outra coisa foi a permissão dada pelas autoridades para que as aeronaves militares fossem “policiadas” por outras pertencentes às diferentes cadeias de televisão, impedindo, assim, a faxina de dezenas de bandidos em campo aberto, correndo carregando armas, montados em motos e enchendo carrocerias de caminhonetes. Um espetáculo vergonhoso, mas perfeitamente condizente com a defesa dos preceitos dos atuais governantes.
Uma coisa foi realizar obras do PAC nas favelas. Outra foi a interveniência dos chefes do tráfico para que fossem realizadas alterações nos projetos, de modo a criar vias de escape, como, de fato, aconteceu, com as fugas pelas galerias pluviais.
Uma coisa foi realizar o “cerco completo” do complexo do Alemão. Outra foi deixar livre uma das saídas para a evasão dos “sócios”.
Uma coisa foi a fuga dos bandidos do complexo do Alemão. Outra, muito difícil de controlar, é a dispersão dessa gente fina não só pelos outros morros do Rio, mas, como parece já estar acontecendo, migrando para outros estados.
Uma coisa são as passeatas dos calhordas vestidos de branco pedindo PAZ, desfilando pela Avenida Atlântica. Outra coisa são as reuniões deles mesmos, nas coberturas elegantes do bairro, para cheirar as “carreirinhas da branquinha”. Pacifistas, são os maiores patrocinadores de todas as desgraças.
Uma coisa são as ONGs que se dizem preocupadas com os Direitos Humanos. Outra, são os repasses de verbas, gastas sem prestações de contas, enriquecendo muitos companheiros malandros.
Uma coisa é manter 800 homens da brigada pára-quedista por 10, 20 ou 30 dias. Outra, muito diferente, é manter esses mesmos homens por oito meses, com repercussões administrativas, de instrução, e, mesmo, de disponibilidade para emprego em situações de maior gravidade.
Uma coisa, segundo relato que circula na internet, é um agente da PF dizer para um cabo pára-quedista que ganha quase dez vezes mais que este, sempre às voltas com missões de alto risco. Outra, muito pior, é constatar que esse mesmo agente ganha mais do que muita gente graduada da brigada pára-quedista, o que é fácil de conferir.
Uma coisa é ação pirotécnica. Forças armadas, helicópteros, carros blindados, armas de grosso calibre, televisões ao vivo e em cores, etc., etc. Outra coisa é NÃO AGIR internacionalmente, junto aos provedores das drogas, confraternizando permanentemente com Evo Morales, o Cocaleiro e o bispo paraguaio que preside o principal supridor de maconha. E, para não deixar em situação difícil os companheiros das FARC, também grandes fornecedores do pó maldito, mas amigos do FORO DE S.PAULO, ainda dão emprego, a pessoa indiscutivelmente ligada às tais forças, no próprio governo, para, curiosamente, trabalhar na Secretaria da Pesca. Pescando o que?
POIS É. UMA COISA É UMA COISA. OUTRA COISA É OUTRA COISA.
João Pessoa, 01 de dezembro de 2010.
Coronel José Alberto Tavares da Silva
jantspb@hotmail.com
Uma coisa é a versão das autoridades, divulgadas pela imprensa, de que o motivo da baderna instituída na cidade do Rio de Janeiro foi a instalação das tais UPP nos morros. Na verdade, o que consta sobre o assunto é que a manifestação de desagrado dos bandidos se deu em face do rompimento de um acordo sobre o pagamento de propinas.
Uma coisa é a informação das autoridades de que o crime organizado está sob controle e outra, bem diferente, foi a demonstração de força dada pelos bandidos em toda a cidade.
Uma coisa foi a divulgação, pelo Sérgio Cabral, de que a intervenção das forças federais atendeu a uma solicitação do governo do estado. Outra, foi a intervenção direta do Lula no problema por não suportar mais uma situação que, inclusive, já estaria prejudicando a imagem do Brasil no exterior.
Uma coisa foi a tal Diretriz expedida pelo ministro general Jobim sobre o emprego das forças armadas. Outra coisa foi a reunião de Lula diretamente com os comandantes companheiros e as ordens para que providenciassem, com urgência, o emprego de suas forças.
Uma coisa foi a aceitação, pelos comandantes militares, da quebra do princípio de emprego das forças armadas em situações de conflitos de natureza interna sob o argumento de manutenção da lei e da ordem. Outra coisa foi a aceitação e o cumprimento pressuroso das ordens diretas do PR no momento em que um novo governo está sendo montado e serão definidos os companheiros comandantes das forças singulares.
Uma coisa foi o emprego de helicópteros militares de várias procedências para localizar e fustigar a bandidagem espalhada por todos os cantos dos morros. Pirotecnia a toda prova. Outra coisa foi a permissão dada pelas autoridades para que as aeronaves militares fossem “policiadas” por outras pertencentes às diferentes cadeias de televisão, impedindo, assim, a faxina de dezenas de bandidos em campo aberto, correndo carregando armas, montados em motos e enchendo carrocerias de caminhonetes. Um espetáculo vergonhoso, mas perfeitamente condizente com a defesa dos preceitos dos atuais governantes.
Uma coisa foi realizar obras do PAC nas favelas. Outra foi a interveniência dos chefes do tráfico para que fossem realizadas alterações nos projetos, de modo a criar vias de escape, como, de fato, aconteceu, com as fugas pelas galerias pluviais.
Uma coisa foi realizar o “cerco completo” do complexo do Alemão. Outra foi deixar livre uma das saídas para a evasão dos “sócios”.
Uma coisa foi a fuga dos bandidos do complexo do Alemão. Outra, muito difícil de controlar, é a dispersão dessa gente fina não só pelos outros morros do Rio, mas, como parece já estar acontecendo, migrando para outros estados.
Uma coisa são as passeatas dos calhordas vestidos de branco pedindo PAZ, desfilando pela Avenida Atlântica. Outra coisa são as reuniões deles mesmos, nas coberturas elegantes do bairro, para cheirar as “carreirinhas da branquinha”. Pacifistas, são os maiores patrocinadores de todas as desgraças.
Uma coisa são as ONGs que se dizem preocupadas com os Direitos Humanos. Outra, são os repasses de verbas, gastas sem prestações de contas, enriquecendo muitos companheiros malandros.
Uma coisa é manter 800 homens da brigada pára-quedista por 10, 20 ou 30 dias. Outra, muito diferente, é manter esses mesmos homens por oito meses, com repercussões administrativas, de instrução, e, mesmo, de disponibilidade para emprego em situações de maior gravidade.
Uma coisa, segundo relato que circula na internet, é um agente da PF dizer para um cabo pára-quedista que ganha quase dez vezes mais que este, sempre às voltas com missões de alto risco. Outra, muito pior, é constatar que esse mesmo agente ganha mais do que muita gente graduada da brigada pára-quedista, o que é fácil de conferir.
Uma coisa é ação pirotécnica. Forças armadas, helicópteros, carros blindados, armas de grosso calibre, televisões ao vivo e em cores, etc., etc. Outra coisa é NÃO AGIR internacionalmente, junto aos provedores das drogas, confraternizando permanentemente com Evo Morales, o Cocaleiro e o bispo paraguaio que preside o principal supridor de maconha. E, para não deixar em situação difícil os companheiros das FARC, também grandes fornecedores do pó maldito, mas amigos do FORO DE S.PAULO, ainda dão emprego, a pessoa indiscutivelmente ligada às tais forças, no próprio governo, para, curiosamente, trabalhar na Secretaria da Pesca. Pescando o que?
POIS É. UMA COISA É UMA COISA. OUTRA COISA É OUTRA COISA.
João Pessoa, 01 de dezembro de 2010.
Coronel José Alberto Tavares da Silva
jantspb@hotmail.com
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O ABSURDO CAOS NO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO.
O governo esta preparando mais um imposto que vai substituir, digo, voltar com a CPMF em nossos bolsos.
- Com ou sem esse imposto o caos já estava evidente.
- Mais um imposto que vai encher outras necessidades sem intuito de resolver o problema SAÚDE, como sempre!.
- Quem vai se apresentar e dizer BASTA ?
- Nada disso, vamos é ter que colaborar e de bocas fechadas, na democracia em que vivemos.
- Os governantes não estão nem um pouco preocupados com o que esta acontecendo nos hospitais.
Existem 3 tipos de delitos:
1º) O primeiro rouba um pão com manteiga e é preso e tem que pagar pelo que fez. O governo diz que a culpa é do social.
2º) O segundo nos assalta a mão armada e as vezes mata. Quase sempre não é encontrado e nem sempre é preso. O governo diz que a culpa é das drogas.
3º) O terceiro são os que naufragaram o sistema com o intuito de alimentar a idéia de se criar um novo imposto, não resolvem o problema. O povo que se lixe!. Neste caso ninguém é preso, ninguém é condenado. Tem muita gente morrendo nos corredores e nas portas dos hospitais.
Aonde está a .....Justiça?..... os que representam o povo?.... VOCÊ!.
O caos no atendimento do sistema único de saúde
( The chaos in the care of the unified health system).
TCBC Edmundo Machado Ferraz (Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões)
O Brasil é um país privilegiado em muitos aspectos. Conquistamos uma dimensão continental pródiga de recursos naturais que serve para nos rotular de país do futuro. Demonstramos capacidade de resolver inúmeros problemas. Nossa economia cresceu e as oportunidades de desenvolvimento aumentaram, contudo dois problemas públicos não resolvidos entravam nosso projeto de nação: a educação e a saúde. Recente pesquisa nacional de opinião pública revelou que a saúde é considerada o nosso principal problema, maior que a violência urbana.
É importante ressaltar que o problema já é de muitos anos, sendo, portanto, de responsabilidade de muitos e sucessivos governos e também de nós médicos.
Mas vamos iniciar a discussão pelo Governo. Somos um país de 190 milhões de habitantes, 145 milhões usuários do SUS, sistema que completou 20 anos de atividades e teve uma concepção modelar caracterizada pela universalidade e integralidade, porém não foi dotado de recursos orçamentários capazes de fazer cumprir os seus objetivos.
O PIB brasileiro ultrapassou US$ 1 trilhão de dólares, porém o investimento público em saúde é de apenas 3,5% do PIB, o que proporciona a aplicação de menos de US$ 300,00 dólares por habitante, quantia absolutamente insuficiente para financiar, dentro da concepção como foi idealizado, o sistema público de saúde, bem abaixo do valor mínimo considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como mínimo admissível, a quantia de RS$ 500,00 dólares por habitante. Isto posto, fica evidente que os recursos destinados à saúde são insuficientes nos planos Federal (1,8% PIB), Estadual e Municipal.
Caracterizado o investimento insuficiente em saúde, isso atinge bem mais do que os 145 milhões de habitantes usuários do SUS. No Brasil, estima-se que apenas 5 a 10 milhões de habitantes utilizam a medicina privada, que pode ser de primeiro mundo para o distinto público que por acaso seja bem informado para selecionar as melhores opções e disponha de recursos para pagar o custo do tratamento.
Os outros 40 milhões de habitantes são usuários de cooperativas e/ou de planos de Previdência privada.
Ocorre que, por falta de regulação adequada do sistema, atribuição do Governo Federal, cerca de metade desses usuários mal informados ou adeptos da "Lei do Gerson" de levar vantagens em tudo, escolheram o plano de saúde pelo menor preço, por desinformação ou falta de alternativa, sem se aperceberem de que não fazem jus a uma série de necessidades que irão aflorar na ocasião da necessidade de tratamento, tais como direito a apenas 1 dia de Unidade de Terapia Intensiva, não-cobertura a operações e procedimentos de alta complexidade. Resumo da ópera: esses pacientes pensam que possuem cobertura de convênio e descobrem, quando precisam, de que não a possuem. E, então, procuram o SUS, onerando e encarecendo ainda mais um Sistema que não foi dotado de fonte adequada de financiamento. Como conseqüência maior, os Hospitais públicos tornam-se superlotados, com filas intermináveis para atendimento, provocando enorme tumulto e desgaste extensivo a todos os usuários e funcionários do Sistema Público de Saúde.
A situação é catastrófica nas grandes cidades e pior ainda na periferia, que se limita a transportar os pacientes, a maioria com problemas banais, para os grandes centros, tumultuando mais ainda o atendimento, aumentando a desorganização do Sistema.
Os Hospitais públicos, com raras e honrosas exceções, que declinaremos adiante, não possuem orçamento, financiando os seus gastos com recursos oriundos do SUS, absolutamente defasados e irreais (tipo R$ 6,62 reais por uma consulta, R$ 3,00 por curativo e R$ 363,31 por uma diária de UTI) o que faz com que qualquer percentual de aumento das tarifas do SUS trombeteado pelos jornais (20 - 30% sobre o valor atual) seja absolutamente insignificante.
Os Hospitais públicos estão degradados apresentando piso arrancado, tetos infiltrados, sistema elétrico e de refrigeração com defeitos, sem manutenção preventiva, equipamentos obsoletos, em número reduzido e sem manutenção, farmácia desabastecida, almoxarifados vazios, lavanderias obsoletas, esterilização sem manutenção ou atualização de equipamentos constituindo tudo isso uma absoluta receita do caos vivido pela quase totalidade das unidades das redes públicas, federal, estadual e municipal.
As exceções são os hospitais públicos dotados de orçamento e mantidos pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Estado de São Paulo particularmente os dotados de novo modelo de Gestão e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, que constitui uma exceção entre os Hospitais de ensino filiados ao MEC.
Esse é o cenário da medicina pública do Brasil, com filas de espera intermináveis, muitas vezes superiores há um ano para tratamento cirúrgico de qualquer doença, estando comprometidas os atos cirúrgicos de alta complexidade por absoluta falta de condições de atendimento e de equipamentos, medicamentos essenciais e disponibilidade de leitos de terapia intensiva para suporte a pacientes graves.
Estima-se que em um período máximo de um ano a grande maioria dos hospitais públicos brasileiros esteja em regime falimentar, incapacitados de cumprirem suas obrigações com nossa população desassistida.
E qual seria a responsabilidade de nós médicos neste processo?
Apesar da melhoria ocorrida em várias facetas da vida nacional, é indiscutível a piora inexorável da qualidade do atendimento médico em todo o território nacional.
O trabalho médico mal remunerado, cada vez mais realizado em condições precárias de exercício profissional, a necessidade de manter o processo de educação continuada dificultado pelo rápido desenvolvimento tecnológico e acúmulo de novas informações que complicam e encarecem o exercício profissional do médico e nem sempre é bem compreendido pela população.
Assim, o médico e outros profissionais de saúde possuem o "privilégio" do duplo emprego e de uma remuneração indigna, que induz o leigo a imaginar que aquela remuneração deveria ser multiplicada por dois (devido ao duplo emprego) e ainda embutida mais uma outra fonte de remuneração proveniente do consultório, além de outros eventuais "bicos" privados que constituem exceção e não regra.
Ledo engano.
A maioria dos médicos não consegue o duplo emprego. A enorme maioria não tem consultório ou faz uma "ponta" de atendimento em consultório alheio, tipo 1 hora por semana, para não atender ninguém.
A realidade salarial do médico é muito diferente. Na sua maioria é oriunda de Secretaria Estadual ou Municipal de Saúde e não de cargo de médico do Legislativo ou do Judiciário, que ganha melhor, mas que representa menos da metade do que ganham os seus respectivos patrões, todos pagos por nós contribuintes.
Os salários dos médicos da rede pública situam-se entre R$ 1.200,00 a R$ 1.800,00 por carga horária de 20 horas semanais. Considerando a teoria do duplo emprego seria uma renda entre R$ 2.400,00 e R$ 3.600,00 por 40 horas semanais, realidade atual do médico brasileiro, situada dentro da faixa do que se considera classe média (até R$ 4.100,00).
Bem diferente, por exemplo, do cargo recém criado, de carcereiro da Polícia Federal, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional com salário inicial de R$ 12.000,00 no mesmo dia em que a Associação Médica Brasileira (AMB) fazia uma ruidosa e concorrida manifestação no Congresso Nacional para solicitar um salário de médico do Serviço Público de R$ 7.500,00 para um regime de 20 horas semanais e de R$ 15.000,00 para 40 horas. O salário de carcereiro foi aprovado sem problemas e a proposta da AMB ainda não foi votada em plenário.
Não existe medicina privada no Brasil, exceto para cerca de 5% da população. A realidade é que mais de 145 milhões de brasileiros dependem unicamente do SUS para tratamento de sua saúde.
Podemos concluir claramente que o duplo emprego médico é uma falácia, só prejudica o médico, que ainda é erroneamente rotulado como "vilão" da grande tragédia do mau atendimento prestado à população. Contudo, é preciso reconhecer que precisamos de trabalhar em um sistema onde possamos ser avaliados em presença, eficiência e qualidade de atendimento.
Médico e Educador são profissionais de carreira de Estado, concebida como tal, contratados em cargo único, em regime de CLT, em horário integral, com salário digno, horário que possa ser ajustado entre plantão e/ou complementação ou horário diário contínuo e sem o pretenso "guarda chuva" do funcionário público efetivo protegido por uma estabilidade que muito beneficia os que nada fazem.
E o valor do salário?
O salário é o que a AMB preconiza e que pode ser negociado através de um plano de cargos e salários para que possa ser atingido de acordo com entendimento mútuo.
Greve de médico é inadmissível no Serviço Público, mas não a luta pela dignidade no trabalho e condições adequadas de atendimento do usuário do SUS. A vida não tem preço, mas a medicina tem custo e o governo precisa arcar com sua responsabilidade. A população não pode pagar o preço de não possuir outra alternativa de tratamento.
O diálogo, portanto, precisa ser estabelecido. Não devemos temer a discussão. O atendimento médico não pode ser improvisado. Necessita de planejamento e execução profissional e novos modelos de gestão para que possa atingir o seu objetivo, que é a melhoria do atendimento de saúde de nossa sofrida população, que nada tem a ver com essa discussão entre médicos, que lutam pela restauração de sua dignidade e condições mínimas adequadas de atendimento, e os governos atuais, que herdaram de um passado distante o produto do descaso acumulado por sucessivas administrações de todos os partidos que se sucederam no poder, colaborando para a construção dessa antiética engenharia do caos. O diálogo é, portanto, irrecusável e inadiável.
É o caos no sistema de saúde brasileiro.
Acho que está mais do que na hora da população acordar e começar a reclamar. Reclamar do seu sistema de saúde. Reclamar dos seus governantes.
Se todos fizerem sua parte, uma hora a gente chega no ponto ideal. Faça sua parte.
- Com ou sem esse imposto o caos já estava evidente.
- Mais um imposto que vai encher outras necessidades sem intuito de resolver o problema SAÚDE, como sempre!.
- Quem vai se apresentar e dizer BASTA ?
- Nada disso, vamos é ter que colaborar e de bocas fechadas, na democracia em que vivemos.
- Os governantes não estão nem um pouco preocupados com o que esta acontecendo nos hospitais.
Existem 3 tipos de delitos:
1º) O primeiro rouba um pão com manteiga e é preso e tem que pagar pelo que fez. O governo diz que a culpa é do social.
2º) O segundo nos assalta a mão armada e as vezes mata. Quase sempre não é encontrado e nem sempre é preso. O governo diz que a culpa é das drogas.
3º) O terceiro são os que naufragaram o sistema com o intuito de alimentar a idéia de se criar um novo imposto, não resolvem o problema. O povo que se lixe!. Neste caso ninguém é preso, ninguém é condenado. Tem muita gente morrendo nos corredores e nas portas dos hospitais.
Aonde está a .....Justiça?..... os que representam o povo?.... VOCÊ!.
O caos no atendimento do sistema único de saúde
( The chaos in the care of the unified health system).
TCBC Edmundo Machado Ferraz (Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões)
O Brasil é um país privilegiado em muitos aspectos. Conquistamos uma dimensão continental pródiga de recursos naturais que serve para nos rotular de país do futuro. Demonstramos capacidade de resolver inúmeros problemas. Nossa economia cresceu e as oportunidades de desenvolvimento aumentaram, contudo dois problemas públicos não resolvidos entravam nosso projeto de nação: a educação e a saúde. Recente pesquisa nacional de opinião pública revelou que a saúde é considerada o nosso principal problema, maior que a violência urbana.
É importante ressaltar que o problema já é de muitos anos, sendo, portanto, de responsabilidade de muitos e sucessivos governos e também de nós médicos.
Mas vamos iniciar a discussão pelo Governo. Somos um país de 190 milhões de habitantes, 145 milhões usuários do SUS, sistema que completou 20 anos de atividades e teve uma concepção modelar caracterizada pela universalidade e integralidade, porém não foi dotado de recursos orçamentários capazes de fazer cumprir os seus objetivos.
O PIB brasileiro ultrapassou US$ 1 trilhão de dólares, porém o investimento público em saúde é de apenas 3,5% do PIB, o que proporciona a aplicação de menos de US$ 300,00 dólares por habitante, quantia absolutamente insuficiente para financiar, dentro da concepção como foi idealizado, o sistema público de saúde, bem abaixo do valor mínimo considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como mínimo admissível, a quantia de RS$ 500,00 dólares por habitante. Isto posto, fica evidente que os recursos destinados à saúde são insuficientes nos planos Federal (1,8% PIB), Estadual e Municipal.
Caracterizado o investimento insuficiente em saúde, isso atinge bem mais do que os 145 milhões de habitantes usuários do SUS. No Brasil, estima-se que apenas 5 a 10 milhões de habitantes utilizam a medicina privada, que pode ser de primeiro mundo para o distinto público que por acaso seja bem informado para selecionar as melhores opções e disponha de recursos para pagar o custo do tratamento.
Os outros 40 milhões de habitantes são usuários de cooperativas e/ou de planos de Previdência privada.
Ocorre que, por falta de regulação adequada do sistema, atribuição do Governo Federal, cerca de metade desses usuários mal informados ou adeptos da "Lei do Gerson" de levar vantagens em tudo, escolheram o plano de saúde pelo menor preço, por desinformação ou falta de alternativa, sem se aperceberem de que não fazem jus a uma série de necessidades que irão aflorar na ocasião da necessidade de tratamento, tais como direito a apenas 1 dia de Unidade de Terapia Intensiva, não-cobertura a operações e procedimentos de alta complexidade. Resumo da ópera: esses pacientes pensam que possuem cobertura de convênio e descobrem, quando precisam, de que não a possuem. E, então, procuram o SUS, onerando e encarecendo ainda mais um Sistema que não foi dotado de fonte adequada de financiamento. Como conseqüência maior, os Hospitais públicos tornam-se superlotados, com filas intermináveis para atendimento, provocando enorme tumulto e desgaste extensivo a todos os usuários e funcionários do Sistema Público de Saúde.
A situação é catastrófica nas grandes cidades e pior ainda na periferia, que se limita a transportar os pacientes, a maioria com problemas banais, para os grandes centros, tumultuando mais ainda o atendimento, aumentando a desorganização do Sistema.
Os Hospitais públicos, com raras e honrosas exceções, que declinaremos adiante, não possuem orçamento, financiando os seus gastos com recursos oriundos do SUS, absolutamente defasados e irreais (tipo R$ 6,62 reais por uma consulta, R$ 3,00 por curativo e R$ 363,31 por uma diária de UTI) o que faz com que qualquer percentual de aumento das tarifas do SUS trombeteado pelos jornais (20 - 30% sobre o valor atual) seja absolutamente insignificante.
Os Hospitais públicos estão degradados apresentando piso arrancado, tetos infiltrados, sistema elétrico e de refrigeração com defeitos, sem manutenção preventiva, equipamentos obsoletos, em número reduzido e sem manutenção, farmácia desabastecida, almoxarifados vazios, lavanderias obsoletas, esterilização sem manutenção ou atualização de equipamentos constituindo tudo isso uma absoluta receita do caos vivido pela quase totalidade das unidades das redes públicas, federal, estadual e municipal.
As exceções são os hospitais públicos dotados de orçamento e mantidos pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Estado de São Paulo particularmente os dotados de novo modelo de Gestão e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, que constitui uma exceção entre os Hospitais de ensino filiados ao MEC.
Esse é o cenário da medicina pública do Brasil, com filas de espera intermináveis, muitas vezes superiores há um ano para tratamento cirúrgico de qualquer doença, estando comprometidas os atos cirúrgicos de alta complexidade por absoluta falta de condições de atendimento e de equipamentos, medicamentos essenciais e disponibilidade de leitos de terapia intensiva para suporte a pacientes graves.
Estima-se que em um período máximo de um ano a grande maioria dos hospitais públicos brasileiros esteja em regime falimentar, incapacitados de cumprirem suas obrigações com nossa população desassistida.
E qual seria a responsabilidade de nós médicos neste processo?
Apesar da melhoria ocorrida em várias facetas da vida nacional, é indiscutível a piora inexorável da qualidade do atendimento médico em todo o território nacional.
O trabalho médico mal remunerado, cada vez mais realizado em condições precárias de exercício profissional, a necessidade de manter o processo de educação continuada dificultado pelo rápido desenvolvimento tecnológico e acúmulo de novas informações que complicam e encarecem o exercício profissional do médico e nem sempre é bem compreendido pela população.
Assim, o médico e outros profissionais de saúde possuem o "privilégio" do duplo emprego e de uma remuneração indigna, que induz o leigo a imaginar que aquela remuneração deveria ser multiplicada por dois (devido ao duplo emprego) e ainda embutida mais uma outra fonte de remuneração proveniente do consultório, além de outros eventuais "bicos" privados que constituem exceção e não regra.
Ledo engano.
A maioria dos médicos não consegue o duplo emprego. A enorme maioria não tem consultório ou faz uma "ponta" de atendimento em consultório alheio, tipo 1 hora por semana, para não atender ninguém.
A realidade salarial do médico é muito diferente. Na sua maioria é oriunda de Secretaria Estadual ou Municipal de Saúde e não de cargo de médico do Legislativo ou do Judiciário, que ganha melhor, mas que representa menos da metade do que ganham os seus respectivos patrões, todos pagos por nós contribuintes.
Os salários dos médicos da rede pública situam-se entre R$ 1.200,00 a R$ 1.800,00 por carga horária de 20 horas semanais. Considerando a teoria do duplo emprego seria uma renda entre R$ 2.400,00 e R$ 3.600,00 por 40 horas semanais, realidade atual do médico brasileiro, situada dentro da faixa do que se considera classe média (até R$ 4.100,00).
Bem diferente, por exemplo, do cargo recém criado, de carcereiro da Polícia Federal, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional com salário inicial de R$ 12.000,00 no mesmo dia em que a Associação Médica Brasileira (AMB) fazia uma ruidosa e concorrida manifestação no Congresso Nacional para solicitar um salário de médico do Serviço Público de R$ 7.500,00 para um regime de 20 horas semanais e de R$ 15.000,00 para 40 horas. O salário de carcereiro foi aprovado sem problemas e a proposta da AMB ainda não foi votada em plenário.
Não existe medicina privada no Brasil, exceto para cerca de 5% da população. A realidade é que mais de 145 milhões de brasileiros dependem unicamente do SUS para tratamento de sua saúde.
Podemos concluir claramente que o duplo emprego médico é uma falácia, só prejudica o médico, que ainda é erroneamente rotulado como "vilão" da grande tragédia do mau atendimento prestado à população. Contudo, é preciso reconhecer que precisamos de trabalhar em um sistema onde possamos ser avaliados em presença, eficiência e qualidade de atendimento.
Médico e Educador são profissionais de carreira de Estado, concebida como tal, contratados em cargo único, em regime de CLT, em horário integral, com salário digno, horário que possa ser ajustado entre plantão e/ou complementação ou horário diário contínuo e sem o pretenso "guarda chuva" do funcionário público efetivo protegido por uma estabilidade que muito beneficia os que nada fazem.
E o valor do salário?
O salário é o que a AMB preconiza e que pode ser negociado através de um plano de cargos e salários para que possa ser atingido de acordo com entendimento mútuo.
Greve de médico é inadmissível no Serviço Público, mas não a luta pela dignidade no trabalho e condições adequadas de atendimento do usuário do SUS. A vida não tem preço, mas a medicina tem custo e o governo precisa arcar com sua responsabilidade. A população não pode pagar o preço de não possuir outra alternativa de tratamento.
O diálogo, portanto, precisa ser estabelecido. Não devemos temer a discussão. O atendimento médico não pode ser improvisado. Necessita de planejamento e execução profissional e novos modelos de gestão para que possa atingir o seu objetivo, que é a melhoria do atendimento de saúde de nossa sofrida população, que nada tem a ver com essa discussão entre médicos, que lutam pela restauração de sua dignidade e condições mínimas adequadas de atendimento, e os governos atuais, que herdaram de um passado distante o produto do descaso acumulado por sucessivas administrações de todos os partidos que se sucederam no poder, colaborando para a construção dessa antiética engenharia do caos. O diálogo é, portanto, irrecusável e inadiável.
É o caos no sistema de saúde brasileiro.
Acho que está mais do que na hora da população acordar e começar a reclamar. Reclamar do seu sistema de saúde. Reclamar dos seus governantes.
Se todos fizerem sua parte, uma hora a gente chega no ponto ideal. Faça sua parte.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
WIKILEAKS - 251.288 Documentos vieram à tona!
Cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA vieram à tona, divulgados pelo site WikiLeaks. Os chamados "cables" revelam detalhes secretos --alguns bastante curiosos-- da política externa americana entre dezembro de 1966 e fevereiro deste ano, em um caso que começa a ficar conhecido como "Cablegate".
São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU.
A maioria dos documentos (15.365) fala sobre o Iraque. Os telegramas foram divulgados por meio de um grupo de publicações internacionais: "The New York Times" (EUA), "Guardian" (Reino Unido), "El País" (Espanha), "Le Monde" (França) e "Der Spiegel" (Alemanha).
O WikiLeaks divulga documentos secretos há anos, mas ganhou destaque internacional este ano, com três vazamentos. No primeiro, publicou um vídeo confidencial, feito por um helicóptero americano, que parece mostrar um ataque contra dois funcionários da agência de notícias Reuters e outros civis. O segundo tornou públicos 77 mil arquivos de inteligência dos EUA sobre a guerra do Afeganistão. O terceiro divulgou mais 400 mil arquivos expondo ataques, detenções e interrogatórios no Iraque.
O Pentágono suspeita que quem está por trás dos vazamentos é o analista de inteligência Bradley Manning, 22.
Veja abaixo algumas das principais revelações presentes nos cerca de 250 mil documentos divulgados pelo WikiLeaks.
O Politburo, segundo organismo mais importante do governo da China, comandou a invasão dos sistemas de computador do Google no país, como parte de uma campanha de sabotagem a computadores, realizada por funcionários do governo, especialistas particulares e criminosos da internet contratados pelo governo chinês. Eles também invadiram computadores do governo americano e de aliados ocidentais, do Dalai Lama e de empresas americanas desde 2002.
* O rei Abdullah, da Arábia Saudita, repetidamente pediu aos EUA para atacar o Irã e destruir seu programa nuclear, além de, segundo registros, ter aconselhado Washington a 'cortar a cabeça da cobra' enquanto ainda havia tempo.
* Doadores sauditas continuam sendo os principais financiadores de grupos militantes sunitas, como a Al Qaeda; e o pequeno Estado do Qatar, generoso anfitrião do Exército americano no golfo Pérsico por anos, era 'o pior da região' em esforços de combate ao terrorismo, segundo um telegrama ao Departamento de Estado em dezembro do ano passado.
* Representantes dos EUA e da Coreia do Sul discutiram a possibilidade de uma Coreia unificada se os problemas econômicos da Coreia do Norte e a transição político no país levassem o Estado a implodir. Os sul-coreanos chegaram a considerar incentivos econômicos à China para 'ajudar a aliviar' as preocupações de Pequim sobre o convívio com uma Coreia reunificada em 'aliança benigna' com Washington, segundo o embaixador americano em Seul.
* Desde 2007, os EUA montaram um esforço secreto e, até agora, mal sucedido para remover urânio altamente enriquecido do reator de pesquisa do Paquistão, com medo de que pudesse ser desviado para uso em um reator nuclear ilícito.
* O Irã obteve mísseis sofisticados da Coreia do Norte, capazes de atingir o leste europeu, e os EUA estavam preocupados de que o Irã estaria usando esses foguetes como 'peças de montagem' para construir mísseis de mais longo alcance. Os mísseis avançados são muito mais poderosos do que qualquer equipamento que os EUA publicamente reconheceram existir no arsenal iraniano.
* Quando o vice-presidente afegão, Ahmed Zia Massou, visitou os Emirados Árabes Unidos no ano passado, autoridades locais trabalhando para a Agência de Controle às Drogas descobriram que ele carregava US$ 52 milhões em dinheiro vivo. Segundo o telegrama da embaixada americana em Cabul, ele pode manter o dinheiro sem revelar a origem ou destino do montante.
* Diplomatas americanos barganharam com outros países para ajudar a esvaziar a prisão da baía de Guantánamo, realocando detentos. Por exemplo, foi pedido que a Eslovénia aceitasse um prisioneiro se quisesse agendar um encontro com o presidente Barack Obama. A República de Kiribati recebeu oferta de incentivos valendo milhões de dólares para aceitar detentos muçulmanos chineses. Em outro caso, aceitar mais presos foi descrito como 'uma forma de baixo custo para a Bélgica alcançar proeminência na Europa'.
* Os EUA não conseguiram evitar que a Síria fornecesse armas ao Hizbollah no Líbano, que acumulou um grande arsenal desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana após o presidente sírio, Bashar al Assad, prometer a um alto representante americano que não mandaria 'novas' armas ao Hizbollah, os EUA reclamaram que tinham informações de que a Síria estava dando ao grupo armas cada vez mais sofisticadas.
* Os americanos estariam preocupados com o uso da informática e ataques pela internet na China. Diplomatas dos EUA dizem que os chineses, após 2002, estão recrutando técnicos que acessam redes no mundo inteiro, principalmente do governo, empresas e aliados americanos.
* Chefes de governos são citados em várias passagens. O presidente francês Nicolas Sarkozy, por exemplo, foi descrito como "delicado" e "autoritário", de acordo com o jornal 'Le Monde', um dos cinco periódicos que tiveram acesso à publicação antecipadamente. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estaria 'louco' e transformando o seu país em 'outro Zimbábue', segundo um diplomata francês.
* Os Estados Unidos pediram em março de 2008, um mês antes da última eleição presidencial paraguaia, informações detalhadas sobre os candidatos que incluíam "dados biométricos, incluindo impressões digitais, imagens faciais e dados para reconhecimento da íris, e DNA".
* Uma mensagem da secretaria de Estado dos EUA à embaixada americana em Assunção relata a preocupação do governo americano com a suposta presença de grupos como Al Qaeda, Hizbollah e Hamas na tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
* O departamento de Estado americano pediu no ano passado aos funcionários de 38 embaixadas e missões diplomáticas uma relação detalhada de dados pessoais e de outra natureza sobre as Nações Unidas, inclusive sobre o secretário-geral, Ban Ki-moon, e especialmente sobre os funcionários e representantes ligados ao Sudão, Afeganistão, Somália, Irã e Coreia do Norte, segundo o jornal 'El País'.
* Diplomatas americanos em Roma comunicaram em 2009 o que suas fontes italianas descrevem como uma estreita ligação entre o premiê russo Vladmir V. Putin, e o premiê italiano, Sílvio Berlusconi, incluindo generosos presentes e lucrativos contratos de energia por uma intermediação sombria.
* Pairam dúvidas americanas sobre a confiança nas forças da Turquia, aliada da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), retratada como fraca e permeada por islâmicos.
* Um tributo pago em viagens áreas que entrou em vigor no último mês deixou os americanos irritados. A revolta de Washington com uma nova tarifa alfandegária para passageiros, acordos britânicos de extradição com os EUA e inspeções mais frouxas com paquistaneses aparecem em memorandos publicados.
* Autoridades americanas advertiram a Alemanha em 2007 para não prenderem agentes da CIA envolvidos em uma fracassada operação em que um alemão inocente com o mesmo nome de um suspeito foi erroneamente sequestrado por meses no Afeganistão. Um alto diplomata americano disse que "a intenção é que o governo alemão pese cuidadosamente cada passo com as implicações no relacionamento com os EUA".
Estes são somente alguns.......
São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU.
A maioria dos documentos (15.365) fala sobre o Iraque. Os telegramas foram divulgados por meio de um grupo de publicações internacionais: "The New York Times" (EUA), "Guardian" (Reino Unido), "El País" (Espanha), "Le Monde" (França) e "Der Spiegel" (Alemanha).
O WikiLeaks divulga documentos secretos há anos, mas ganhou destaque internacional este ano, com três vazamentos. No primeiro, publicou um vídeo confidencial, feito por um helicóptero americano, que parece mostrar um ataque contra dois funcionários da agência de notícias Reuters e outros civis. O segundo tornou públicos 77 mil arquivos de inteligência dos EUA sobre a guerra do Afeganistão. O terceiro divulgou mais 400 mil arquivos expondo ataques, detenções e interrogatórios no Iraque.
O Pentágono suspeita que quem está por trás dos vazamentos é o analista de inteligência Bradley Manning, 22.
Veja abaixo algumas das principais revelações presentes nos cerca de 250 mil documentos divulgados pelo WikiLeaks.
O Politburo, segundo organismo mais importante do governo da China, comandou a invasão dos sistemas de computador do Google no país, como parte de uma campanha de sabotagem a computadores, realizada por funcionários do governo, especialistas particulares e criminosos da internet contratados pelo governo chinês. Eles também invadiram computadores do governo americano e de aliados ocidentais, do Dalai Lama e de empresas americanas desde 2002.
* O rei Abdullah, da Arábia Saudita, repetidamente pediu aos EUA para atacar o Irã e destruir seu programa nuclear, além de, segundo registros, ter aconselhado Washington a 'cortar a cabeça da cobra' enquanto ainda havia tempo.
* Doadores sauditas continuam sendo os principais financiadores de grupos militantes sunitas, como a Al Qaeda; e o pequeno Estado do Qatar, generoso anfitrião do Exército americano no golfo Pérsico por anos, era 'o pior da região' em esforços de combate ao terrorismo, segundo um telegrama ao Departamento de Estado em dezembro do ano passado.
* Representantes dos EUA e da Coreia do Sul discutiram a possibilidade de uma Coreia unificada se os problemas econômicos da Coreia do Norte e a transição político no país levassem o Estado a implodir. Os sul-coreanos chegaram a considerar incentivos econômicos à China para 'ajudar a aliviar' as preocupações de Pequim sobre o convívio com uma Coreia reunificada em 'aliança benigna' com Washington, segundo o embaixador americano em Seul.
* Desde 2007, os EUA montaram um esforço secreto e, até agora, mal sucedido para remover urânio altamente enriquecido do reator de pesquisa do Paquistão, com medo de que pudesse ser desviado para uso em um reator nuclear ilícito.
* O Irã obteve mísseis sofisticados da Coreia do Norte, capazes de atingir o leste europeu, e os EUA estavam preocupados de que o Irã estaria usando esses foguetes como 'peças de montagem' para construir mísseis de mais longo alcance. Os mísseis avançados são muito mais poderosos do que qualquer equipamento que os EUA publicamente reconheceram existir no arsenal iraniano.
* Quando o vice-presidente afegão, Ahmed Zia Massou, visitou os Emirados Árabes Unidos no ano passado, autoridades locais trabalhando para a Agência de Controle às Drogas descobriram que ele carregava US$ 52 milhões em dinheiro vivo. Segundo o telegrama da embaixada americana em Cabul, ele pode manter o dinheiro sem revelar a origem ou destino do montante.
* Diplomatas americanos barganharam com outros países para ajudar a esvaziar a prisão da baía de Guantánamo, realocando detentos. Por exemplo, foi pedido que a Eslovénia aceitasse um prisioneiro se quisesse agendar um encontro com o presidente Barack Obama. A República de Kiribati recebeu oferta de incentivos valendo milhões de dólares para aceitar detentos muçulmanos chineses. Em outro caso, aceitar mais presos foi descrito como 'uma forma de baixo custo para a Bélgica alcançar proeminência na Europa'.
* Os EUA não conseguiram evitar que a Síria fornecesse armas ao Hizbollah no Líbano, que acumulou um grande arsenal desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana após o presidente sírio, Bashar al Assad, prometer a um alto representante americano que não mandaria 'novas' armas ao Hizbollah, os EUA reclamaram que tinham informações de que a Síria estava dando ao grupo armas cada vez mais sofisticadas.
* Os americanos estariam preocupados com o uso da informática e ataques pela internet na China. Diplomatas dos EUA dizem que os chineses, após 2002, estão recrutando técnicos que acessam redes no mundo inteiro, principalmente do governo, empresas e aliados americanos.
* Chefes de governos são citados em várias passagens. O presidente francês Nicolas Sarkozy, por exemplo, foi descrito como "delicado" e "autoritário", de acordo com o jornal 'Le Monde', um dos cinco periódicos que tiveram acesso à publicação antecipadamente. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estaria 'louco' e transformando o seu país em 'outro Zimbábue', segundo um diplomata francês.
* Os Estados Unidos pediram em março de 2008, um mês antes da última eleição presidencial paraguaia, informações detalhadas sobre os candidatos que incluíam "dados biométricos, incluindo impressões digitais, imagens faciais e dados para reconhecimento da íris, e DNA".
* Uma mensagem da secretaria de Estado dos EUA à embaixada americana em Assunção relata a preocupação do governo americano com a suposta presença de grupos como Al Qaeda, Hizbollah e Hamas na tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
* O departamento de Estado americano pediu no ano passado aos funcionários de 38 embaixadas e missões diplomáticas uma relação detalhada de dados pessoais e de outra natureza sobre as Nações Unidas, inclusive sobre o secretário-geral, Ban Ki-moon, e especialmente sobre os funcionários e representantes ligados ao Sudão, Afeganistão, Somália, Irã e Coreia do Norte, segundo o jornal 'El País'.
* Diplomatas americanos em Roma comunicaram em 2009 o que suas fontes italianas descrevem como uma estreita ligação entre o premiê russo Vladmir V. Putin, e o premiê italiano, Sílvio Berlusconi, incluindo generosos presentes e lucrativos contratos de energia por uma intermediação sombria.
* Pairam dúvidas americanas sobre a confiança nas forças da Turquia, aliada da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), retratada como fraca e permeada por islâmicos.
* Um tributo pago em viagens áreas que entrou em vigor no último mês deixou os americanos irritados. A revolta de Washington com uma nova tarifa alfandegária para passageiros, acordos britânicos de extradição com os EUA e inspeções mais frouxas com paquistaneses aparecem em memorandos publicados.
* Autoridades americanas advertiram a Alemanha em 2007 para não prenderem agentes da CIA envolvidos em uma fracassada operação em que um alemão inocente com o mesmo nome de um suspeito foi erroneamente sequestrado por meses no Afeganistão. Um alto diplomata americano disse que "a intenção é que o governo alemão pese cuidadosamente cada passo com as implicações no relacionamento com os EUA".
Estes são somente alguns.......
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