sexta-feira, 21 de agosto de 2009

PARA ONDE FOI A ÉTICA NO SENADO!


Para quem não acompanhou de perto os bate-bocas no Senado, aqui estão os melhores momentos:

1º round:

“Vossa excelência foi lá na China e fez o acordo com o Collor. Foi dos homens que estiveram com o Collor. (...) Depois, na véspera do Collor ser cassado, vossa excelência largou o Collor. Tchau, tchau!”
Pedro Simon, senador, se dirigindo a Renan Calheiros.

“Só lamento que o esporte preferido de vossa excelência, nos últimos 35 anos, tenha sido falar mal de Sarney”
Renan, respondendo a Simon.

“São palavras que eu não aceito, e que quero o senhor as engula e as digira como julgar conveniente”
Fernando Collor de Mello, ex-presidente e atual senador por Alagoas.

2º round:

“Senador Renan, não aponte esse dedo sujo para cima mim”
Tasso Jereissati, senador, após ouvir de Renan que ele fazia parte de uma “minoria com complexo de maioria”.

“O dedo sujo, infelizmente é o de vossa excelência, são os dedos dos jatinhos que o Senado pagou”
Renan dispara contra Tasso.

“Pelo menos, era com o meu dinheiro, o jato é meu. Não é do que o senhor anda, dos seus empreiteiros. O dinheiro é meu, é meu, é meu”
Tasso rebate e Renan começa a se irritar.

“Seu coronel de merda! Me respeite!”
Renan cuida do grand finale.

Para quem gosta de acompanhar tudo o que acontece em Brasília, acesse o Blog do Noblat. Ele atualiza o blog a cada minuto e quase sempre mostra a notícia antes que outros sites.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
(Bruna Rodrigues)

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS




Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.
Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.

O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.

O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Polícia? No ladrão ? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.

Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.

Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública... Porque eles não temem a polícia. Nem a justiça.
Eles só tem medo de perder eleição.

Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.

Diante da certeza de que eles vencerão que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

(Nelson Motta)