Você já reparou em como os valores estão invertidos nos dias de hoje? Quando paramos para pensar em certas coisas que acontecem na vida da gente, percebemos como o mundo está de cabeça para baixo. Somos clientes e temos que pedir para sermos atendidos, pagamos impostos e não temos direito ao que deveríamos ter direito por pagar impostos, quando pagamos não podemos exigir, quando reclamamos de algo é surpreendente como não somos ouvidos… e por aí vai.
Quanto mais falamos em bom atendimento, em direitos dos clientes, em tratar como gostaríamos de ser tratados mais notamos que as coisas estão se invertendo. Hoje, nós clientes é que temos que nos adaptar aos nossos fornecedores quando na verdade o contrário é que deveria acontecer ! Abri uma conta no CitiBank agência da Rua da Consolação para incentivar um filho de um amigo meu que era um dos gerentes da agência. Recebi cartões, talão de cheques, não depositei e não movimentei um centavo e dias após fiz uma viagem aos States. Na volta a minha conta estava mais de R$ 1.000,00 no negativo. Liguei ao Banco meu amigo lá não estava mais, a agência tinha fechado e transferido as contas para o Banco da Av. Paulista e outro gerente estava com a incumbência de me atender. Expliquei a ele o ocorrido, me passou para outros funcionários e gerentes gerais, visitei o Banco conversei com outras pessoas, sempre solicitado a falar com quem eles achavam que resolveria o meu caso, o meu nome foi para o SERASA e agora!. Fui ao PROCON e 3 dias após o Banco resolveu o problema.
Isso está acontecendo em todas as áreas e de todas as formas. Houve uma época em que valorizar e fidelizar o cliente era algo que as empresas deveriam fazer. Hoje, quanto menos contato com o cliente melhor, aplicando a tecnologia em tudo, as pessoas acabam se isolando completamente. Você pode comprar pela internet, viajar pela internet, conversar e até namorar pela internet! As pessoas perderam o hábito de falar olhando nos olhos, sentindo a verdade, a confiança no olhar do outro. É tão estranho que até a crise econômica mundial aconteceu em parte porque se trabalhava com dinheiro que não era real… dinheiro virtual que movimentava um mercado virtual, num mundo tecnologicamente indecifrável. Que loucura! Aonde vamos parar, desvalorizando os relacionamentos pessoais e habituando-nos com a impessoalidade, a falta de emoção?
Estamos formando uma geração de pessoas que não sabe se relacionar, não se preocupa em agradar e nem nutre pelo próximo sentimentos bons de compaixão, de tolerância. Isso agente nota quando vamos a uma loja e somos mal atendidos, quando recebemos ligações de operadores de telemarketing que não são capazes de sair de seus scripts decorados e falar de pessoa para pessoa, querendo vender o que não queremos comprar, invadindo nossa privacidade tarde da noite.
Percebemos que algo vai mal quando não conseguimos nos comunicar com os jovens de hoje, que não sabem se expressar com clareza apesar de formados em universidades. Nesse mundo maluco que estamos vivendo ainda é possível confiar?
Se entendermos o antes possível que as coisas precisam mudar, que é preciso voltar à simplicidade dos tempos passados, aonde não se necessitava de muito para ser feliz, nem de mostrar que somos melhores que outros, aonde viver era mais fácil, pois não havia tantas exigências de perfeição e nem tantas cobranças; se começássemos a pensar não só no individual e um pouco mais no coletivo, em estender uma mão aberta e não um punho fechado de raiva, de estresse do dia a dia. Se pudéssemos parar de falar e escutássemos mais,se deixássemos certos preconceitos de lado, daríamos um pequeno passo rumo a um futuro melhor para todos. Ainda é possível confiar?
É possível conscientizar e é possível ter valores e se isso ainda é possível, por que não tentar mudar o mundo?
por Simone Castillo .. e readaptado por Ademir F. Venesi.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
QUE PAÍS É ESTE?
A inversão de valores, chega a assustar.
O tempo está passando mais rápido, a tecnologia a todo vapor e o comportamento humano está a cada dia, mais degradante.
Poderíamos citar inúmeros exemplos da total inversão de valores, porém o artigo se transformaria num livro.
Antigamente, por exemplo, as pessoas eram mais amáveis, companheiras, fieis, amigas, etc. Hoje o que verificamos é cada um por si, cada um com seus problemas, não é mesmo?
Os cumprimentos pelas datas comemorativas, em geral, são através de torpedos, e-mails ou mesmo pelo Orkut (data máxima vênia, o meio de comunicação da discórdia e da fofoca).
Até o rompimento de relacionamentos estão sendo utilizados por esses mecanismos... Assustador.
A televisão brasileira, a meu ver, e de acordo com estatísticas é uma das piores do mundo, chega a ser repugnante. Com raríssimas exceções e transmissoras há algo cultural, que beneficia a sociedade. Há uma extrema pobreza de conteúdos, com programas pornográficos, fúteis, violentos, que contribuem em muito, para colaboração da intensa inversão de valores. Os mesmos se utilizam da desgraça humana e de mulheres vulgares para terem a tão sonhada audiência. Seria esse tipo de programação que o povo brasileiro se interessa?
Celebridade? Qual o conceito desta palavra ao povo brasileiro?
A meu ver, seria pessoas que trazem algo positivo, concreto, útil a humanidade.
Se você perguntar ao povo, nas ruas, quais foram os melhores cientistas, compositores, inventores, etc., da humanidade, com certeza pouquíssimas pessoas saberiam responder.
Celebridades para uma grande parcela dos brasileiros são os jogadores de futebol e mulheres que acabam com a reputação das mesmas, no nosso próprio país e no mundo afora.
Celebridade agora virou fruta, pedaços de carne, participantes de um dos programas mais fúteis da televisão (BBB).
Mulheres são sinônimos de seios, nádegas e pernas.
Homens de contas bancárias, carros, etc.
E o caráter das pessoas, o seu “eu” interior, não conta mais?
O casamento e a família são umas instituições falidas?
O que ensinar aos seus filhos?
Vai estudar ter moral e princípios ou vai jogar futebol, ficar rico, malhar, colocar silicone e ser vulgar?
Por que será que muitas meninas menores de idade estão tão banalizadas? Por que há tanta traição e divórcio?
A falta de humanidade, respeito e educação estão desaparecendo da cartilha da vida. Palavras chaves como: por favor, com licença, desculpa, talvez não estejam mais nos dicionários.
As pessoas matam por matar, já repararam? A vida não tem mais valor para muitas pessoas.
E a educação? Devido à evasão escolar e a péssima classificação mundial brasileira neste setor, a regra é não reprovar. Há crianças, por exemplo, nas escolas públicas, que estão no quarto ano do ensino fundamental e não sabem ler e escrever. Para muitos conseguirem chegar até a graduação passaram mais de quinze anos em bancos escolares, hoje só não tem diploma, quem não quer. Há cursos por correspondência, pela internet, etc. Que país é este?
Resultado: Profissionais cada vez mais despreparados, um país cercado de pessoas incompetentes, não é verdade?
Vamos citar o carnaval. Antigamente o carnaval era uma festa de alegria, respeito, amizade e hoje em dia? Acho que não preciso tecer maiores comentários. Parar uma nação devido ao carnaval? O ano só começa depois do carnaval? Um país de terceiro mundo pode ter essa regalia?
E o número de feriados? Sem comentários...
E as atitudes das pessoas ao seu redor? Ficamos indignados muitas vezes, com a total falta de solidariedade, respeito e educação do povo brasileiro.
Queremos um país de verdade, uma educação digna, para que este quadro possa ser revertido.
Que país é este?
por Alessandra Amato
O tempo está passando mais rápido, a tecnologia a todo vapor e o comportamento humano está a cada dia, mais degradante.
Poderíamos citar inúmeros exemplos da total inversão de valores, porém o artigo se transformaria num livro.
Antigamente, por exemplo, as pessoas eram mais amáveis, companheiras, fieis, amigas, etc. Hoje o que verificamos é cada um por si, cada um com seus problemas, não é mesmo?
Os cumprimentos pelas datas comemorativas, em geral, são através de torpedos, e-mails ou mesmo pelo Orkut (data máxima vênia, o meio de comunicação da discórdia e da fofoca).
Até o rompimento de relacionamentos estão sendo utilizados por esses mecanismos... Assustador.
A televisão brasileira, a meu ver, e de acordo com estatísticas é uma das piores do mundo, chega a ser repugnante. Com raríssimas exceções e transmissoras há algo cultural, que beneficia a sociedade. Há uma extrema pobreza de conteúdos, com programas pornográficos, fúteis, violentos, que contribuem em muito, para colaboração da intensa inversão de valores. Os mesmos se utilizam da desgraça humana e de mulheres vulgares para terem a tão sonhada audiência. Seria esse tipo de programação que o povo brasileiro se interessa?
Celebridade? Qual o conceito desta palavra ao povo brasileiro?
A meu ver, seria pessoas que trazem algo positivo, concreto, útil a humanidade.
Se você perguntar ao povo, nas ruas, quais foram os melhores cientistas, compositores, inventores, etc., da humanidade, com certeza pouquíssimas pessoas saberiam responder.
Celebridades para uma grande parcela dos brasileiros são os jogadores de futebol e mulheres que acabam com a reputação das mesmas, no nosso próprio país e no mundo afora.
Celebridade agora virou fruta, pedaços de carne, participantes de um dos programas mais fúteis da televisão (BBB).
Mulheres são sinônimos de seios, nádegas e pernas.
Homens de contas bancárias, carros, etc.
E o caráter das pessoas, o seu “eu” interior, não conta mais?
O casamento e a família são umas instituições falidas?
O que ensinar aos seus filhos?
Vai estudar ter moral e princípios ou vai jogar futebol, ficar rico, malhar, colocar silicone e ser vulgar?
Por que será que muitas meninas menores de idade estão tão banalizadas? Por que há tanta traição e divórcio?
A falta de humanidade, respeito e educação estão desaparecendo da cartilha da vida. Palavras chaves como: por favor, com licença, desculpa, talvez não estejam mais nos dicionários.
As pessoas matam por matar, já repararam? A vida não tem mais valor para muitas pessoas.
E a educação? Devido à evasão escolar e a péssima classificação mundial brasileira neste setor, a regra é não reprovar. Há crianças, por exemplo, nas escolas públicas, que estão no quarto ano do ensino fundamental e não sabem ler e escrever. Para muitos conseguirem chegar até a graduação passaram mais de quinze anos em bancos escolares, hoje só não tem diploma, quem não quer. Há cursos por correspondência, pela internet, etc. Que país é este?
Resultado: Profissionais cada vez mais despreparados, um país cercado de pessoas incompetentes, não é verdade?
Vamos citar o carnaval. Antigamente o carnaval era uma festa de alegria, respeito, amizade e hoje em dia? Acho que não preciso tecer maiores comentários. Parar uma nação devido ao carnaval? O ano só começa depois do carnaval? Um país de terceiro mundo pode ter essa regalia?
E o número de feriados? Sem comentários...
E as atitudes das pessoas ao seu redor? Ficamos indignados muitas vezes, com a total falta de solidariedade, respeito e educação do povo brasileiro.
Queremos um país de verdade, uma educação digna, para que este quadro possa ser revertido.
Que país é este?
por Alessandra Amato
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