sexta-feira, 28 de agosto de 2009

GRIPE DILM-A? HAVERÁ PLANO B?

1. Um levantamento feito esta semana por um deputado do PT, junto a deputados federais e senadores, todos do PT, mostrou um flagrante pessimismo com a candidatura de Dilma Rousseff. Um dos consultados disse que o episódio Dilma x Lina é de um primarismo atroz, que só reafirma a inexperiência política parlamentar de Dilma. Um político não atira para baixo, disse. Um ataque de um vereador a um deputado é respondido por um vereador, nunca pelo deputado. Uma insinuação da ex-secretária da receita à uma candidata a presidente deveria ser absorvida por Dilma com poucas palavras: -É provável o encontro, mas o sentido foi outro. E chega. E em seguida um deputado federal entraria batendo. E nunca mais trataria do tema.

2. Outro consultado afirmou: - Se essa inexperiência como ministra poderosa e candidata de Lula dá nisso, imagine como presidente as trapalhadas que viriam. O levantamento indica que esse pessimismo já entra nas reuniões formais do PT em nível regional, nas rodinhas, nas conversas e nos almoços e jantares. E concluiu: Ou se tem um antivírus político rápido, ou seremos todos contaminados pela Gripe Dilm-A. Dilma se encontra isolada e acuada em seu gabinete, com medo do contato com a imprensa e do contato direto com o eleitor. Vamos ter que montar comícios com nós mesmos.

Ex-Blog do Cesar Maia

O DESASTRE DO BOLSA FAMÍLIA.

Caso REAL !
É inversão de valores ou não é!

Alguém tinha alguma dúvida de que isso iria acontecer?

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada. Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o governo para coordenar um curso de formação de costureiras. O governo exigiu que o curso deveria atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família. De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.

O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o governo entrou com o recurso; o Senai com a formação das costureiras,através de um curso de 120 horas/aula; e, o Sinditêxtil com o compromisso de enviar o cadastro das formandas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras. Pela carência demão obra, a idéia não poderia ser melhor.

Pois bem. O curso foi concluído recentemente e com isto os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram a fazer as contratações.

E foi nessa hora que a porca torceu o rabo!

Anote aí: o número de contratações foi ZERO.Entendeu bem? ZERO ! Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO. Sem qualquer exagero. O motivo? Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil.

Todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, negaram-se a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 500costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um beneficio que não pode ser perdido. É para sempre.

Nenhuma admite perder o subsidio. SEM NEGÓCIO- Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formandas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família. Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade.Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.

A RAZÃO DE LULA

O que sobrou nisso tudo? Muita coisa. O custo alto para formar as costureiras foi desperdiçado. E pelo que foi dito no ambiente da FIEC, casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores.

Considerando que a região nordeste do país contempla o maior número de beneficiados com o Bolsa Família, aí está a razão para sermos todos uns imbecis e idiotas.

Lula tem razão. Toda a razão.

VIVA O LULA!!!; VIVA A BOLSA FAMÍLIA!!; VIVA O PAÍS DO BANANÃO!!!

A VITORIA DOS PELEGOS - O FUTURO DO PT

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?

Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.

Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

por Lúcia Hippólito

terça-feira, 25 de agosto de 2009

SENHOR TENDE PIEDADE DE NÓS.



Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo "espetáculo do crescimento" que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Marcos Valério e o Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo "nunca antes nesse país"
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que "não explica" a origem do dinheiro
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do "nosso guia"
Pela desculpa de que "o presidente não sabia"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela "queima do arquivo" Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos "roubados" do Kofi Annan
Pelo lindo amor do "sapo barbudo" por sua "rã"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do "caçador de marajás"
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos cangaceiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou "conselheiro"
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos "vampiros" e "sanguessugas"
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos "meninos aloprados" envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela invejável "cultura" da Adriana Galisteu
Pelo "picolé de xuxu" que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da "herança maldita"
Pelo "chefe" abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo "compañero" Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na "m"
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz!

(Autor desconhecido)

O VOSSO AMIGO MERCADANTE!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

PARA ONDE FOI A ÉTICA NO SENADO!


Para quem não acompanhou de perto os bate-bocas no Senado, aqui estão os melhores momentos:

1º round:

“Vossa excelência foi lá na China e fez o acordo com o Collor. Foi dos homens que estiveram com o Collor. (...) Depois, na véspera do Collor ser cassado, vossa excelência largou o Collor. Tchau, tchau!”
Pedro Simon, senador, se dirigindo a Renan Calheiros.

“Só lamento que o esporte preferido de vossa excelência, nos últimos 35 anos, tenha sido falar mal de Sarney”
Renan, respondendo a Simon.

“São palavras que eu não aceito, e que quero o senhor as engula e as digira como julgar conveniente”
Fernando Collor de Mello, ex-presidente e atual senador por Alagoas.

2º round:

“Senador Renan, não aponte esse dedo sujo para cima mim”
Tasso Jereissati, senador, após ouvir de Renan que ele fazia parte de uma “minoria com complexo de maioria”.

“O dedo sujo, infelizmente é o de vossa excelência, são os dedos dos jatinhos que o Senado pagou”
Renan dispara contra Tasso.

“Pelo menos, era com o meu dinheiro, o jato é meu. Não é do que o senhor anda, dos seus empreiteiros. O dinheiro é meu, é meu, é meu”
Tasso rebate e Renan começa a se irritar.

“Seu coronel de merda! Me respeite!”
Renan cuida do grand finale.

Para quem gosta de acompanhar tudo o que acontece em Brasília, acesse o Blog do Noblat. Ele atualiza o blog a cada minuto e quase sempre mostra a notícia antes que outros sites.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
(Bruna Rodrigues)

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS




Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.
Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.

O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.

O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Polícia? No ladrão ? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.

Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.

Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública... Porque eles não temem a polícia. Nem a justiça.
Eles só tem medo de perder eleição.

Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.

Diante da certeza de que eles vencerão que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

(Nelson Motta)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ATÉ QUANDO VAMOS ACEITAR BIGODEADAS !

Sem palavras para o que esta acontecendo no nosso SENADO !
Até quando vamos ser palhaços.
Até quando vamos ser.
Até quando vamos.
Até quando.
ATÉ!!

Plenário do Conselho de Ética arquiva todas as acusações contra Sarney

O plenário do Conselho de Ética arquivou nesta quarta-feira (19) 11 ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-AP), já havia rejeitado as denúncias, mas houve recurso ao plenário do colegiado. A oposição pretende agora recorrer ao plenário, mas os governistas argumentam que este recurso não está previsto no regimento.

Com apoio de senadores de PMDB, PTB, PT e PC do B, foram rejeitadas três representações assinadas pelo PSDB, duas feitas pelo PSOL, quatro denúncias do líder tucano Arthur Virgílio e duas outras denúncias assinadas por Virgílio em parceria com Cristovam Buarque (PDT-DF).
As acusações tratam dos atos secretos e de uma gravação que ligaria Sarney a uma dessas decisões não publicadas, de supostas irregularidades na Fundação Sarney, de negócios de um neto do presidente do Senado com crédito consignado, de uma mansão que Sarney teria omitido de sua declaração à justiça eleitoral, de um assessor que teria usado o prestígio junto à Polícia Federal para obter informações privilegiadas para Fernando Sarney e da suposta ocultação de terras pelo presidente do Senado para não pagar tributo.

Todas elas foram arquivadas pelo presidente do Conselho. O principal argumento é que as acusações se baseavam em reportagens jornalísticas. Houve questionamento também sobre a legalidade das provas apresentadas, como a gravação, que faz parte de um processo que corre em segredo de justiça.

Na sessão, os senadores do PT eram visto como “fiel da balança” e decidiram o jogo a favor de Sarney. Em nota, o presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), já havia pedido que os representantes do PT votassem pelo arquivamento das ações.
O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), por sua vez, defendia posição contrária. Ele chegou a defender no próprio plenário do Conselho a abertura de investigações sobre os atos secretos.

A posição do PT foi criticada pela oposição. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), a argumentação de Berzoini de que o partido ofereceu alternativa ao lançar Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado contra Sarney não justifica a postura a favor do peemedebista agora. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) chegou a dizer que o PT fazia "falso moralismo" em relação ao Senado.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi outro a criticar o PT. Ele destacou o fato dos votos pró-Sarney acontecerem no dia em que a senadora Marina Silva (AC) deixou o partido. “Hoje é o dia em que o PT abraça o Sarney e o Collor e a senadora Marina sai. Qual deles representa mais a origem do PT? Triste dia esse para o PT."

A prévia da decisão já foi anunciada pela votação de requerimentos que pediam a análise em bloco das denúncias e das representações contra Sarney. Os aliados do presidente do Senado venceram esta disputa. Na primeira votação foi 8 a 7 a favor da votação das denúncias em globo. Na segunda, com a presença da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), o placar foi o de 9 a 6, com todos os três votos do PT pró-Sarney.

O arquivamento no Conselho, no entanto, não deve encerrar a polêmica. A oposição pretende recorrer ao plenário para que os processos sejam abertos. Os governistas, no entanto, argumentam que o regimento não permite este novo recurso.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Saiba como votaram os senadores em relação ao arquivamento das ações contra Sarney
Publicada em 19/08/2009 às 16h05m
O Globo
RIO - Por nove votos a seis, o Conselho de Ética do Senado rejeitou na tarde desta quarta-feira todos os recursos contra o arquivamento dos 11 pedidos de investigação - seis denúncias e cinco representações - contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A votação dos recursos contra as denúncias e representações, que aconteceu em blocos, se deu em duas partes, que resultaram no mesmo placar.

Confira abaixo como votaram os integrantes do conselho:

A FAVOR DO ARQUIVAMENTO:

Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
João Pedro (PT-AM)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Gim Argello (PTB-DF)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Delcídio Amaral (PT-MS) - suplente
Ideli Salvati (PT-SC) - suplente

CONTRA O ARQUIVAMENTO:

Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eliseu Rezende (DEM-MG)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - suplente
Jefferson Praia (PDT-AM) - suplente

terça-feira, 18 de agosto de 2009

SENADORES NÃO ACEITAM DISCURSO DE SARNEY E QUEREM SUA SAÍDA.

Depois de o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) condenar o discurso de José Sarney (PMDB-AP) contra O Estado de S.Paulo, Pedro Simon (PMDB-RS) subiu à tribuna e declarou "entender a mágoa do presidente do Senado".
"Mas eu não posso aceitar, silenciosamente, as agressões feitas ao jornal O Estado de S. Paulo. Eu não analiso o fato em si, essa do apartamento, embora a maioria dos fatos que têm sido apresentados por O Estado de S. Paulo são fatos investigados pela Polícia Federal. A Polícia Federal do Presidente Lula é que fez o levantamento. E todo esse dossiê que vem sendo publicado veio da Polícia Federal", observou o senador gaúcho.
Para ele, Sarney não tem mais condições de fazer as mudanças necessárias no Senado e voltou a pedir a renúncia: "Pode estar tudo errado sobre o apartamento. Mas o senador Sarney diz que é amigo da liberdade de imprensa. Pois eu aprendi muita receita de comida nas páginas do Estadão durante a Ditadura. O Estado de S.Paulo é um patrimônio desse País", disse o parlamentar.
"Se ele (Sarney) não renunciar, horas muito dramáticas vamos viver", disse. "Se alguém pensa que é só o Conselho de Ética arquivar as representações (contra Sarney) e tudo terminou, não terminou", ressaltou.
O senador criticou ainda a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que botou O Estado de S. Paulo sob censura em relação à investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. "O ilustre desembargador, amigo pessoal do presidente, veta", afirmou, lembrando que o jornal estava reproduzindo apenas informação que constam de um inquérito policial.
Ele voltou a pedir a saída de José Sarney da presidência do Senado e complementou: "Essa Casa está pior do que o inferno. "Eu nunca vi essa casa se rebaixar ao ponto em que está. E quer ganhar no grito?". De acordo com Simon, "parece que ele (Sarney) prefere ver o Senado cair em cima das nossas cabeças ao invés de renunciar".
O senador criticou ainda a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que botou O Estado de S. Paulo sob censura em relação à investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. "O ilustre desembargador, amigo pessoal do presidente, veta", afirmou, lembrando que o jornal estava reproduzindo apenas informação que constam de um inquérito policial.

Para o senador gaúcho, o fato de o presidente Lula exigir que a bancada do PT afaste dois titulares do partido no Conselho de Ética "significa o fim do velho PT". "A única coisa que o presidente Sarney não diz é que ele quer esclarecer tudo. Eu me solidarizo com o presidente Sarney, mas também me solidarizo com O Estado de S.Paulo", completou.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que discursou antes de Simon, também defendeu que Sarney deva ser investigado pelo Conselho de Ética a fim de que as denúncias contra ele sejam esclarecidas. Segundo o senador, esse seria o único meio de Sarney desmentir o jornal O Estado de S. Paulo, que no último domingo publicou reportagem informando que três dos dois apartamentos ocupados pela família em São Paulo, na região do bairro Jardins, estão em nome da empresa Holden, antes batizada de Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda.

Rodrigo Alvares - estadao.com.br

CRISE NO SENADO. E não é de hoje!!

Empreiteira reconhece que comprou o imóvel
18 de agosto de 2009

Quatro horas depois de José Sarney (PMDB-AP) dizer nesta segunda-feira, no plenário do Senado, que fora alvo de uma denúncia "irresponsável" e "sem provas" no fim de semana, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu, em nota, manter uma relação de favores com a família do senador. No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo. Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento número 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins.
A empresa afirma que, depois da compra, o imóvel "foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças". O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer. O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. "Ele (o neto do presidente do Senado) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", contou o antigo proprietário do imóvel em São Paulo.
O apartamento de número 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e "é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa". O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que "o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele". A família usa os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No 22, mora Gabriel Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA)
Antes dele, morou naquele apartamento o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn. Na segunda, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o diário paulista como inimigo político da família. "Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado." Sarney e seus parentes e aliados estão envolvidos em diversos outros rolos.
(Agência Estado)

Sarney diz que soube de atos secretos por relatório da FGV

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou neste sábado que tenha tomado conhecimento da existência de atos secretos, entre os dias 28 e 29 de maio, por meio do ex-diretor de Recursos Humanos Ralph Siqueira, conforme este relatou em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo". Em nota divulgada por sua assessoria , Sarney esclareceu que a primeira informação que recebeu sobre a existência de atos administrativos não publicados foi por meio de relatório divulgado no dia 12 de maio pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teria sido contratada por iniciativa do próprio presidente do Senado. . (Confira as denúncias contra Sarney na linha do tempo)
Ainda de acordo com a nota de Sarney, esse primeiro relatório da FGV é que teria levado a 1ª Secretaria a criar, no dia 28 de maio, uma comissão especial, para a qual foi indicado o próprio Ralph, para apurar as irregularidades. Desde então, acrescenta a nota, "todos os procedimentos legais foram adotados de imediato pelo presidente José Sarney, que liderou, do início das denúncias às determinações finais, todo o processo investigatório, chamando inclusive a Procuradoria Geral da República e o Tribunal de Contas da União a colaborarem".
O documento diz ainda que as declarações do ex-diretor são "versões divulgadas ao sabor do jogo político" que tornam a matéria "sem sentido".
"No depoimento do sr. Ralph Siqueira ao jornal, ele afirma que, em sua conversa com o presidente José Sarney, o teria prevenido sobre 'indícios de omissão deliberada' na não publicação de alguns atos secretos. Suspeita, aliás, que era um dos motivos inspiradores da criação da comissão de que ele fazia parte, o que, portanto, não constitui nenhuma novidade."
Sarney negou existência de atos por estar 'surpreso' com descoberta
Numa retrospectiva das medidas adotadas pelo Senado, Sarney destacou a abertura de processo administrativo disciplinar contra dois ex-diretores da instituição - Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi - e outros cinco servidores.
Sarney também tentou explicar o que quis dizer em pronunciamento proferido no dia 16 de junho - seis dias após o "Estadão" ter revelado a existência dos atos não publicados -, quando declarou que não sabia o que era ato secreto.
- Eu só conheço um ato secreto. Durante o governo Médici, ele (Emílio Garrastazu Médici) declarou que ia criar decretos secretos. Eu não conheço esses atos secretos - disse ele na época.
De acordo com a nota, o presidente se mostrava surpreso com as descobertas feitas pela comissão especial, até porque muitos dos atos ditos secretos se referiam à nomeação de servidores e mesmo assim eles tomaram posse.
Na nota, Sarney ressalta ainda levantamento feito pela Diretoria Geral do Senado que atesta que, dos primeiros 663 atos secretos identificados, somente nove foram assinados por ele, dos quais dois como presidente e outros sete em conjunto com a Mesa Diretora, sendo que nenhum deles tratava da nomeação ou exoneração de servidores.
Heráclito Fortes diz que Ralph Siqueira mentiu na entrevista
Para o 1º secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Ralph Siqueira mentiu na entrevista concedida ao jornal. Segundo Heráclito, o ex-diretor de Recursos Humanos negou, durante toda a investigação, a existência de atos secretos, argumentando que cerca de 15 ou 20 atos administrativos teriam deixado de ser publicados por falha no sistema.
" (Ralph) negou o tempo todo a existência de atos secretos. Sua versão é completamente mentirosa "

- Constituí uma comissão especial para investigar o assunto, porque não confiava mais nele (Ralph), que negou o tempo todo a existência de atos secretos. Sua versão é completamente mentirosa - disparou.
Ralph Siqueira foi apontado na última quarta-feira pelo chefe do Serviço de Publicação do Boletim de Pessoal , Franklin Paes Landim, como responsável pela publicação, a partir de 28 de maio, de outros 468 atos administrativos de 1998 a 2000 que não tinham tido divulgação. A operação foi interpretada pelo 1º secretário como uma tentativa de "sabotagem" à investigação feita pela comissão especial que identificou os outros 663 atos secretos. Para o senador, o ex-diretor está tentando dividir agora a responsabilidade pelos seus erros.
- Vamos admitir que seja verdade o que ele disse: por que ele inseriu outros 468 atos não publicados no sistema e não comunicou à comissão especial da qual participou?
A Diretoria Geral do Senado, porém, já começou a reunir provas sobre o envolvimento de Ralph Siqueira nesta operação e deverá abrir, na próxima segunda-feira, um inquérito administrativo disciplinar contra o ex-diretor.
Publicada em 15/08/2009 às 15h20m - http://oglobo.globo.com
Adriana Vasconcelos

quinta-feira, 6 de agosto de 2009



E O BIGODE CRESCEU!

Jornal recorre da decisão que proíbe publicação de dados de Fernando Sarney

Desembargador estipulou multa de R$ 150 mil por descumprimento.
‘O Estado de S. Paulo’ diz que ele não poderia decidir sobre o caso.

O jornal “O Estado de S. Paulo” entrou com recurso nesta quarta-feira (5) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, que, na última sexta (31), proibiu o veículo de publicar qualquer informação que esteja sob segredo de justiça referente ao inquérito da Operação Boi Barrica, que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

No recurso, o advogado do jornal, Manoel Alceu Ferreira, argumenta que Dácio Vieira não poderia decidir sobre a questão, “devido à sua proximidade com a família Sarney”. Ele defende que o desembargador deveria se declarar impedido para julgar o caso.

A decisão liminar (provisória) do desembargador do TJDFT, que atendeu ao pedido formulado pela defesa do filho do presidente do Senado, estipula multa de R$ 150 mil para cada reportagem publicada pelo jornal que descumpra a ordem. Em sua justificativa, Dácio Vieira alertou que a medida foi tomada para evitar “lesão grave e de difícil reparação” a Fernando Sarney.

O julgamento definitivo do caso pode ocorrer na próxima quarta-feira (12), quando os membros da 5ª Turma Cível do TJDFT se reúnem para a sessão semanal de julgamentos. No entanto, a expectativa do jornal é que o recurso seja analisado pelo próprio desembargador.

Denúncia

Na segunda-feira (3), o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou com uma denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Dácio Vieira. Para o tucano, o magistrado deveria ter se declarado impedido de decidir a ação devido a sua ligação com Sarney e com o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.

O relator do processo contra o desembargador no CNJ, Gilson Dipp, disse na terça (4) que não poderá se manifestar sobre o processo, uma vez que reclamações disciplinares correm sob sigilo. Ele, porém, avisou que enviaria um pedido de manifestação a Dácio Vieira e garantiu que não vai dar privilégio para o processo.

Operação Boi Barrica

No dia 22 de julho, na reportagem “Gravação liga Sarney a atos secretos”, o jornal revelou o teor de diálogos gravados durante a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal. As gravações mostram o empresário Fernando Sarney conversando com o pai sobre a nomeação de um suposto namorado de sua filha no Senado.

Na sequência de sete diálogos, além do filho de Sarney e do próprio presidente do Senado, também aparecem a neta e o neto de Sarney.

A Operação Boi Barrica investiga as atividades empresariais de Fernando Sarney. Foi a partir do monitoramento das ligações telefônicas do empresário que os agentes gravaram as conversas com o presidente do Senado.

Diego Abreu Do G1, em Brasília