A cada novo escândalo que surge no Senado, me pergunto: será o fundo do poço? O mais novo diz respeito a um possível desvio de recursos de um patrocínio que a Petrobras deu à Fundação José Sarney, presidida pelo próprio Sarney, presidente do Senado.
Pela denúncia, publicada originalmente pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, parte do dinheiro (R$ 1,34 milhão) foi parar em contas de empresas de laranjas ou de familiares de Sarney.
No lugar de negar tudo e provar que a denúncia é falsa, Sarney tratou de se isentar, dizendo que não é responsável pela gestão da Fundação, apenas seu presidente de honra.
De qualquer jeito, a denúncia já serviu como novo combustível para a oposição pedir seu afastamento da presidência da Casa, o que tinha sido amenizado pela intervenção do presidente Lula, que enquadrou até o PT para salvar Sarney na semana passada.
Depois de atos secretos com nomeações de parentes, mansão omitida da declaração de bens, neto dono de empresa que intermediava empréstimos consignados a servidores do Senado, será que podemos dizer que esse novo episódio é o fundo do poço?
Por Kamila Fernandes
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