quarta-feira, 13 de maio de 2009

O PALHAÇO DA VIDA

Meu pai, “Sylvestre Venesi”, o Palhaço da Vida!

Era um ser indefeso, desprotegido e muito vulnerável. Definitivamente, era tudo o que na vida ele queria ser.
Era um ser transparente, tudo nele se via e se notava. Queria dissimular, mas não conseguia… e notava-se que tentava; talvez aí ridicularizava o ridículo.
A imaginação dele não tinha limite possível. Tudo o que ele imagina poderia ser real, porque nisto consistia a sua vida, o seu mundo. Um mundo onde prevalecia o ser humano.
Dava prioridade ao coração, à sinceridade e ao seu amor pela vida e pelas coisas mais belas e nobres; enaltecendo a amizade como um valor indestrutível e inviolável, defendendo sempre a verdade como forma de vida, essa verdade interior e pura.
Sylvestre era um pretexto para tornar a vida um pouco mais agradável e alegre e as pessoas um pouco melhores, mais compassivas e solidárias.
Quem o conheceu conta um "causo" vivido com ele.
Nunca largou sua criança e com ela viveu intensamente.
Busco no "eu – palhaço" um pouco dele, tantas vezes tive que nele me inspirar, que nossas almas se uniram em um único sorriso.
O "palhaço da vida" agora vive em mim...

"Há momentos na vida em que se deveria calar... e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa... e há emoções que as palavras não sabem traduzir..."
Sylvestre Venesi – O PALHAÇO DA VIDA.
+ 01/04/1922 – 22/01/2009
Por seu filho, APRENDIZ!
Ademir Fonseca Venesi, 24 de janeiro de 2009.

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